JOVEM E A SOCIEDADE ATUAL


   Na realidade, a sociedade em que vivemos têm falhado na tentativa de encaminhar o jovem pelos caminhos da fé, do trabalho e da obrigação moral familiar, como também em relação a essa mesma sociedade. Um malogro total! Desde que o homem  passou a conviver em sociedade, estabeleceu-se um padrão de conduta, sob uma autoridade civil autoritária e falha.
   Contudo, essa sociedade não vem cumprindo o seu papel, vivendo mais preocupada em construir fortunas e poder, do que propriamente na função de conduzir, ou guiar o homem pelos melhores caminhos éticos para que ele não penetre na trilha do crime. Na verdade, ela peca pela sua indiferença para com o jovem e com o homem comum, pelo fato de não poder erradicar o mal, em virtude de insuficiente compreensão e da futilidade de tudo quanto é estreito, negativo e errado.

      Escarnecer o jovem não é o caminho; a sociedade tem que entender que a subjugação do homem, só pode piorar a situação. Em geral invariavelmente, a sociedade está sempre vilipendiando o homem sem, contudo oferecer a ele oportunidade de uma sobrevivência honesta, útil e decente, ajudando-o encontrar o seu caminho.
A estes jovens que caminham não é possível não amá-los, pois eles são também caminho; portadores de imensos valores, seiva fecunda da humanidade no terceiro milênio, que deve ser orientada e amparada.  
A Igreja fez a opção preferencial pelos jovens de todas as condições sociais, mas especialmente pelos que sofrem porque desconhecem a verdade e caminham desorientados pelas estradas da vida; pelos abandonados e os que padecem diante das injustiças humanas; pelos doentes, pois o Senhor está mais perto dos que sofrem com santa resignação.

 

 Pe. Clécio Ribeiro
Pároco Catedral Basílica de São Bento
Diretor Espiritual – Missão Louvor e Glória